TA Viagem - Parque Nacional del Iguazú - Argentina

Este é o lado argentino das cataratas. Confesso que achei muito mais bonito, mais emocionante. Desta vez preferi ir com a van de uma agência de viagens, até porque seria necessário passar pela imigração argentina, e a agência se prontificava a fazer os tramites burocráticos. Viajei com um casal de alemães, e me esforçava para conversar em inglês com ele. Ia bem, até que o rapaz começa a falar em português, fluentemente... na verdade ele é filho de mãe gaúcha, e estava em viagem de férias. Fato comum entre estrangeiros - conversei com umas garotas holandesas lá tb - é de visitarem a Amazônia e o Pantanal, além do Rio e as Cataratas.


A estrutura do lado argentino é bem diferente. Parece mais "largado", mas não é. Pra começar, o trajeto da entrada do parque até as cataratas é feito em um trenzinho, bem peculiar. As trilhas são bem menores, indo-se direto ás cascatas. Dei sorte até mesmo no pacote comprado na operadora Loumar Turismo (muito boa, por sinal), que incluia transporte, almoço e passeio de barco, por R$160,00. Lembrando que só o barco, do lado brasileiro, custava mais de R$100,00.
Me senti dentro das quedas, e é isso mesmo o que acontece. Anda-se por passarelas metálicas por cima do rio, pelo meio da queda, pela parte de baixo. Molha-se todo, mas com o calor que fazia, era até refrecante e confortável tal situação. E se caminha... como se caminha. Para ver todas as belezas, caminha-se o dia todo, literalmente. Pequena pausa apenas para o almoço. Aqui há algumas ótimas opções. Não recordo o nome do restaurante que fui, mas ele é lindo. Com buffet livre super completo, além de churrasco. Garçons impecáveis, educação perfeita, ambiente climatizado e bem decorado... sem dúvidas um dos melhores restaurantes onde já estive. Na frente do centro de alimentação ha uma espécie de praça, com árvores, bancos, cadeiras reclináveis... ótimas para um pequeno descanso de alguns minutos antes de se prosseguir mata adentro em busca de novas emoções.


O passeio de barco é roteiro obrigatório. Foi engraçado, mas valeu a pena. Apesar de ter o mapa de localização dos pontos do parque, acabei me perdendo e não encontrava de onde saía o bote. Quando finalmente descobri, vi que teria de fazer uma trilha, por entre pedras e vegetação.. fui calmamente, curtindo, tirando fotos, admirando a paisagem, até que escuto vozes do instrutor me apressando, pois só faltava eu no barco para o início do passeio. Me apressei, peguei uma bolsa de lona que serve para guardar os pertences e entro rápido no bote. De roupa normal, tênis... quando olho ao meu redor vejo muitos japoneses, de capa de chuva e sem sapatos... bem mais preparados para o que viria!! E foi água!! Indescritível a sensação de estar debaixo das quedas que eu a bem pouco tempo admirava do alto. Passa-se várias vezes por dentro da água, com vistas incríveis, únicas, maravilha da natureza, sem dúvidas. O passeio, depois, segue para o meio da mata, em caminhões do exército argentino, a fim de avistar-se os animais típicos de lá... mas nao vi nenhum... pelo menos me sequei um pouco!


Saindo dali fui em busca da Garganta do Diabo, a principal das quedas. Andei muito, mas muito por passarelas sobre o rio... mas cada centímentro valeu a pena ao chegar, literalmente, em cima da queda e poder observar essa beleza inenarrável. Lindíssimo é pouco. Incrível ou espantoso, também. A cena mais linda que já vi a natureza proporcionar. Um vale em que as quedas "caem", rodeadas por pássaros... só as fotos para poder expressar um pouco o que é isso!
Um lugar que não pode deixar de ser visitado!

Mais fotos aqui.

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