TA Viagem - Ciudad del Este - Paraguai

Me arrependi muito por não ter ido com uma agência de viagens! Fui de ônibus coletivo - que também sai do terminal central de Foz. Dessa vez, pelo menos, não foi necessário descer na imigração, o policial paraguaio apenas passou por dentro do ônibus e liberou a passagem de todos. Chegando lá, desembarquei no centro da cidade, onde me deparei com cenários horríveis. Foi um baque, pra cair na real quanto às desigualdades e à pobreza dessa nação vizinha. O comércio ambulante toma conta das ruas. A avenida de entrada na cidade conta com centenas de metros de camelôes, com venda dos mais diversos produtos, desde eletrônicos, panos, roupas, galinhas, cigarros... Logo na chegada, passo por apuros, quando um senhor me dá um panfleto de uma loja de informática e insite em me levar até lá. Digo que não me interessa, e ele tenta então vender-me drogas - coca, erva, lsd. Ao perceber a aproximaão de mais homens, sigo meu trajeto. Passo a perceber senhores a paisana, na porta das lojas, portando espingardas, o que me leva a crer que a segurança pública ali é piada. Ando um pouco e paro em um bar, numa rua adjacente, para tomar uma Coca-cola.. o calor era infernal! As cocas por lá e na Argentina são vendidas em garrafas "pet" de 500ml, ao invés dos 600ml daqui. Caminhei mais um pouco, olhando os vendedores ambulantes, e decidi que atravessaria a Ponte da Amizade a pé, na volta. Por ali via contrabandistas jogando produtos para o rio, enquanto outros de barquinho, a luz do dia, recolhiam as mercadorias. Passei tranquilamente pala Receita Federal, sem ser interceptado, mesmo portando uma sacola - comprei uma bandeira do país visitado, tal qual fiz no Uruguai e Argentina.
A dica dessa vez é: ir com guias especializados que o levarão diretamente a lojas confiaveis, em shoppings centers, mas não fechar os olhos para a pobreza e sofrimento que vir pelo trajeto.

Sem fotos, deviso à insegurança para sacar a máquina.

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